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sábado, 27 de fevereiro de 2010


Ganhei este lindo presente de aniversário, dos incríveis amigos do trabalho.
Amei, não me canso de olhar.
Além de lindo, o livro é da Clarice Lispector, que é claro por si só basta!
Vou devorá-lo, fato! ;/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Insônia Criativa



A insônia criativa
Tem gente que tem a bênção do ócio criativo. Esse, por falta de tempo não me pertence.
Mas descobri, que tenho a “insônia criativa”.
Ela não é crônica, graças a Deus. Via de regra durmo muito bem obrigada e os carneirinhos nem chegam a pular a primeira cerca e eu já capotei.
Entretanto, quando a insônia chega, vem de malas prontas e se instala sem pressa de regressar. Eis a insônia criativa.
Afinal o que fazer quando todas as luzes se apagam, quando todos os moradores da casa foram dormir, e quando a TV não fornece nada que mereça meu estender de mãos até o controle remoto? Sim, exercitar a criatividade.
Incrível como tudo se resolve facilmente numa noite dessas.
E a criatividade é eclética: Com ela reformo a casa, programo as férias, ando de bicicleta.
Organizo o dia seguinte, tenho idéias mirabolantes, faço planos indizíveis.
Penso em parar de fumar, planejo arranjar mais tempo pra família, e lembro de retomar a dieta.
Imagino a viagem dos sonhos, faço esboços de roupas diferentes, lembro de arrumar o roupeiro, penso em fazer um trabalho voluntário.
Prometo levar menos coisas na bolsa, começar alguma atividade física, e penso no futuro.
Lembro o que pensava, lá em mil novecentos e antigamente sobre o que estaria fazendo no ano 2000. Percebo que fiz muita coisa e que essas foram totalmente diferentes do que imaginava, e que fiz escolhas que me trouxeram até aqui. Portanto, estou onde devia estar: nem mais nem menos, simplesmente aqui.
Quero seguir com as noites bem dormidas, mas também com as de insônia criativa, afinal a criatividade não custa nada e nos permite viajar sem sair do lugar. Pelo menos até que o sono venha.

Então tá!

A escrita de cada um



Por uma série de fatores rotineiros próprios de um início de semestre na faculdade, fiquei alguns dias distante do blog.  E neste curto espaço de tempo, pude me dar conta do quanto a escrita me faz falta.
E quase que por acaso, me dei conta do quanto a escrita sempre esteve presente na minha vida, desde muito cedo.
Naquela época, eu não tinha evidentemente as ferramentas que tenho hoje. Nem computador havia, quiçá um blog!
Mesmo assim, ela – a escrita – sempre esteve ali.
Por vezes num caderno de “poesias”, do qual eu tenho um profundo sentimento de perda por tê-lo dado um fim indigno qualquer. Outras vezes em agendas recheadas de frases, dizeres, rabiscos e versos desconhecidos.
E na falta de qualquer um desses, numa aula insossa qualquer, um caderno usado de matemática  e sua contracapa serviam de prancheta para palavras soltas, pensamentos delirantes e desabafos de todos os gêneros.
Hoje, bem como naquela época, a escrita nunca fora previsível, pensada, estruturada. Veio sempre de algo que surgia em um fio de pensamento que emanava sem aviso prévio.
Uma coisa levando a outra, e saindo uma salada que na maioria das vezes eu nem sei bem de onde tirei.
O fato é que todo mundo tem sua “arte” secreta. Seja ela a escrita, a pintura, a musica, a dança, os trabalhos manuais. Todos tem em si, sua auto-terapia. Aquela em que nossos fantasmas recebem ordem de despejo, e na qual canalizamos as energias extras que borbulham dentro de si, e que de fato precisa atracar em algum porto.
Não escrevo pra ninguém. Minhas “cartas” têm apenas remetente, não destinatário.
Escrevo pra mim. Para me olhar de outra perspectiva, me analisar, me avaliar e ver por onde ando. É um Big Brother interno que não tem prêmio de 1 milhão. Mas tem um pouco de mim em cada linha, e não há de ser pouco. Deus queira!

E você? Qual é a sua escrita? Sempre há.
Então tá.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Perereca da Cozinha




Sabe o que faz uma mulher histérica quando encontra uma perereca em cima da pia da cozinha?
Não sei.
Mas eu fiz um PEQUENO escândalo. Sim, descompostura total e geral, quem se importa?
Esqueci tudo que sempre busquei em matéria de equilíbrio, calma, e racionalidade.
Gritei desvairadamente, corri de um lado pro outro da casa aos berros até receber socorro.
O socorro veio, mas ao tentar exterminar a bichinha ela deu um salto ornamental e a gritaria aumentou.
Assim, éramos duas a saltar pela casa, e eu não perdi pra ela: pernas pra que te quero, e as minhas eram maiores do que as dela. Alguma vantagem eu havia de ter.
Danem-se os vizinhos, o ecossistema, a familia da perereca, e até minha filha tadinha que dormia o sono dos inocentes no momento da confusão e acordou assustada querendo saber porque mamãe gritava tanto.
Logo mamãe, que pede sempre pra ela não gritar, falar baixo, não correr...em vão.
Enfim, quando o "socorro" conseguiu matar a perereca já era tarde. Meu estômago estava embrulhado, só de pensar em ter que me aproximar da pia para lavar um copo e encontrar aquela coisa peçonhenta ali de novo.
Sim, pois a família haveria de querer reclamar o corpo em algum momento...
Cá pra nós...o bicho além de ser feio pra CARA(mba), é viscoso e gelado. A única serventia é comer insetos, ora comer insetos! Isso lá é objetivo de vida meu Deus?
Por mim que o mundo fique infestado de insetos, mas que fossem exterminadas essas criaturas verdes e nojentas que rondam a casa alheia.
Não foi a primeira, ela não era réu primaria. Outro dia encontrei no meu banheiro, 6h da manhã, mas o que é isso?  Não, eu não moro no pântano, nem num reino tão tão distante, mas sei lá por que diabos esses bichos atentados resolvem fazer minha casa de paradouro vez em quando.
E pra quem ousar fazer piadinha infames alegando que não devo ter medo de perereca já que tenho uma, já vou logo avisando. A minha não fica pulando por aí. Pelo menos não em cima da pia da cozinha.
Bastou. Nunca mais lavarei louça. Bem que eu sempre soube que meu lugar era bem longe da cozinha.
Afff

sábado, 20 de fevereiro de 2010







Leve a Educação para jantar



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Eu poderia elencar algumas coisas nesta vida, que me deixam bastante irritada. Mas se tivesse que escolher alguns itens, certamente um dos primeiros da lista seria: Falta de Educação.
Entendo que seja este o princípio básico de qualquer convivência em sociedade, e aliada ao respeito, são os dois quesitos primordiais pra que eu consiga admirar verdadeiramente alguém.
Aos que não tem educação, menos ainda terão respeito pelo próximo, já que um passa obrigatoriamente pelo outro.
Não é por acaso que são os primeiros valores que os pais que se prezem tentam passar aos filhos. Educação + Respeito, o resto a vida ensina. Mas esses dois têm de vir de casa, do berço, do jantar informal em família, da churrascada de domingo, do amigo secreto de todo o final de ano. Tem de vir do corriqueiro do dia a dia, do bom dia corrido pela manhã, do boa noite exausto a deitar.
E não espere que ela se adquira na escola, Não! Tem de vir de casa mesmo.
Desrespeito e falta de educação, também se vê nessas pequenas sutilezas (ou falta de) que presenciamos no dia a dia;
Pensei muito sobre esses valores ontem à noite, ao voltar de um restaurante onde fui jantar.
Ao lado da mesa em que estávamos, havia um homem sozinho, falando ao celular.
Mas ele falava num tom tão alto e efusivo, que era impossível deixar de ouvir a conversa que ele estava tendo com a filha que estava passando as férias em Santa Catarina. Pensei: Coitado, a ligação deve estar ruim, por isso está falando tão alto. Mais uns 5 min. de conversa e a ligação se encerrou no momento em que se senta à mesa dele uma moça (sua namorada, vim saber depois).
Muito discreta, deu-lhe um beijo e começaram a conversar. Ou melhor: Iniciaram um monólogo. Ele gritava e ela ouvia, morrendo de vergonha (presumo eu), já que era inevitável que todos a volta se virassem pra observar de onde vinha aquela gritaria desvairada. Não, ele não estava xingando, brigando ou coisa parecida, estava contando coisas do cotidiano, dos acontecimentos do dia, mas nos níveis mais altos, ultrapassando todos os decibéis aceitáveis num ambiente fechado.
Até aí o clima era ameno, ela já deveria estar acostumada a acordar com a voz do “Cauby Peixoto” todos os dias. Difícil mesmo foi quando ele passou a desfiar o rosário de sua opinião sobre Internet, Orkut, e-mail, MSN e sites de relacionamento. Em suma - na teoria do jovem Senhor - quem utiliza destas ferramentas não passam de “idiotas exibicionistas”, e outras gentilezas do mesmo nível.
E que ela tratasse imediatamente que acabar com essas “coisas” pois ele não queria saber disso em sua casa.
Para o azar dela, e dos demais espectadores daquele discurso digno de Odorico Paraguaçu (a contar pelo entusiasmo na defesa de sua tese), a discussão foi iniciada pela própria namorada, que deve ter feito algum comentário infeliz sobre alguma dessas ferramentas (utilizadas por ela) e bastou para que o troglodita lançasse seu rico arsenal de sutilezas, que se seguiu até o final do jantar (do nosso, pelo menos). Daí pra frente resolvi me concentrar na comida – deliciosa por sinal - e deixar o locutor de rodeio ali com sua garganta poderosa, mas era impossível não ouvi-lo, eu juro que me esforcei.
Me peguei pensando o que eu faria no lugar da moça que o acompanhava. Tenho para mim que primeiramente não teria um relacionamento sequer cordial com um “tipo” desses, mas caso me encontrasse justamente naquela situação, creio que levantaria calmamente e o deixaria falando sozinho. Sim, porque realmente não havia necessidade de ficar ao lado dele, já que se podia ouvi-lo a quilômetros de distancia.
Enfim resolvi recolher meus pensamentos e ficar com a primeira opção de que jamais me relacionaria com alguém assim. E nem falo de relacionamento homem x mulher, esse então nem se cogita, mas sequer me imagino numa situação de amizade com gente desta natureza. Porque me incomoda muito gente “fiasquenta”, que precisa ser o centro das atenções, que insiste em fazer de qualquer lugar seu picadeiro, de qualquer conglomerado de gente, sua platéia. Gente que obriga os demais a tornarem-se espectadores de suas vidas, e (no caso do rapaz citado) ainda tem a pachorra de achar que quem usa um site de relacionamento é exibicionista. Alguém por favor, me lance um adjetivo que se aplique ao dito, já que exibicionista ele não se acha.
Que há exibicionismo na internet? Sem dúvida…Exibicionismo a gente vê até na missa do domingo, ora! Isso independe do canal que se use para externá-lo, mas pelo menos, o da Internet é silencioso e acessa quem quer, ao contrário deste outro tipo de exibicionismo misturado com falta de educação e respeito ao qual somos obrigados a assistir, mesmo quando saímos de casa apenas pra curtir um jantar em família.
Então tá!
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Doidas e Santas



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Estreando na categoria Livro do Momento..
Criei esta categoria afim de divulgar o livro que estou lendo no momento, e falar um pouquinho sobre ele.
E nada melhor do que estrear, com ela que é uma das minhas autoras prediletas: Martha Medeiros.
Estou lendo neste momento Doidas e Santas, e minha opinião claro, é que é fabuloso.
Um livro que traz uma coletânea de Crônicas escritas por Marta no jornal Zero Hora.
Ela é claro, com seu humor sutil e peculiar, e sua sensibilidade aguçada, nos leva do riso escancarado às lágrimas incontidas. Amei.
Vale a Pena!
Besos