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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Letticia - em Contos da Liga




Letícia é Loura. Loura Natural. Irritantemente Loura.
Além de Loura Natural, Letícia é lisa. Naturalmente Lisa. Abominavelmente lisa. Desconheço grampo capaz de parar naquele cabelo (lindo) ridículo, nem chuva capaz de arrepiá-lo.
Não bastasse ser Loura Natural, e lisa, Letícia também tem olhos VERDES. Irritantemente VERDES.
E como se a humilhação já não fosse suficientemente grande, Letícia também é alta.
Mas a natureza não é assim tão complacente com as pessoas, definitivamente não.
Pra contrabalancear tantos (irritantes) atributos, Letícia é a atrapalhação em pessoa.
Ela consegue façanhas inéditas.
E para comprovar aquela teoria de que na verdade não são os opostos que se atraem e sim os semelhantes, Letícia tem um namorado (há 10 anos).
O “cerumano” é natural da cidade de Anta Gorda – RS, e como tal, ganhou dela o carinhoso apelido de Anta-Gordinho.
Anta-Gordinho é a tampa de rosca do pote de Letícia. O casal perfeito. Se Mr.Ben tivesse uma esposa, certamente se pareceriam muito com Leti e o Anta Gordinho.
Certa feita, Leti chegando na casa do namorado, avistou uma “colônia” do “Avão” em seu quarto. Mas não era qualquer “colônia”, era uma colônia feminina e em uso.
Possuída pelo ódio e desconcertada pela ira Leti fez aquela tradicional cara de quem fez coco no maiô quando viu o frasco, pois considerou o fato de que o rapaz habitava sozinho aquele quarto e portanto não haveria uma explicação plausível pelo fato do rapaz andar usando um perfume feminino.
Quando o pobre Anta-Gordinho entrou no recinto, Leti foi logo cobrando explicações, afinal estaria esta história de amor acabada por um perfuminho de quinta?
Mas o pobre rapaz, total desconhecedor do mundo perfumista explicou: 
- Pare já com isso Letícia. É obvio que esse perfume é meu!! Não está vendo o que está escrito na embalagem????”
- É claro que estou seu imbecil, e sei ler muito bem: Está escrito For Women!!!
- Então sua doida!!!??? W-o-m-e-n   E tu achas que sou o que? 
H-O-O-O-M-M-E-E-N... Não entende inglês não?

Depois disso, Letícia, que um dia bateu pé afirmando que  Woopi Goldberg era nome de um filme que ainda não tinha assistido, resolveu perdoar Anta-Gordinho.
E lembrar que o amor é lindo, mesmo quando é MONOLINGUE.

Então tá.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Vic, a Mulher Maravilha - em Contos da Liga


Sabe aquelas pessoas que tem um estilo todo próprio? Antenada, ligada, fashion, inovadora..tendência?
Esse é o perfil de Victória.
Quem a vê pela primeira vez, tem clara noção de que é alguém envolvida com o mundo da moda, com grande conhecimento de cultura geral, sobre tudo quando se fala de música e cinema. 
Todo esse estilo pode ser comprovado desde os mínimos detalhes pensados cuidadosamente em tudo que ela usa. Desde a cor de esmalte "tendência" saído das ultimas coleções, até sapatos de muito bom gosto, vestidos bem cortados. Enfim...A mulher não é fraca e está sempre à frente. Vic é praticamente a versão ser humano da VOGUE.
O que ninguém sabia (até ontem)é de onde vinha inspiração para tanta criatividade relacionada a seu modo unico de vestir.
Mas, é claro, como de perto ninguém é normal, evidentemente essa “pessoinha” tem lá suas particularidades. Além de engraçada, sarcástica e irônica, ela tem alguns “causos” na vida que só realmente quando a gente confia muito na sanidade de uma pessoa é que se pode acreditar nas sandices que a cidadã já passou.
Essas revelações normalmente vem, quando a pessoa encontra-se num estado etílico digamos assim: um pouco alterado. Então, basta ela tomar algumas (muitas) doses a mais, e algo acontece. Leia-se ALGO BIZARRO acontece.
Pra elencar algumas, e dar uma noção básica da “situaçã”, ela por exemplo já levou paneladas de um mendigo, já caiu do ônibus na rodoviária e foi ajudada por flanelinhas enquanto seu pai e namorado assistiam a tudo incrédulos. Ela também já foi agredida por uma “coxa” (What?) num estádio de futebol. Não, não foi a coxa de um atleta maravilhoso que despencou a mando do destino em cima dela. Foi uma coxa de FRANGO mesmo.
Isso causou tamanho trauma na pessoa que Vic até hoje ficou com o frango “engasgado”...ela não consegue comer.
Sem falar nos tombos que bateriam fácil o recorde de "Maior número de tombos por pessoa", não só pela quantidade dos mesmos, mas pela incredulidade pela forma com que ocorreram.
Mas nada, nenhum, ABSOLUTAMENTE nenhum desses fatores, chega próximo ao mais bizarros dos bizarros narrado pela própria na data de ontem “aqui, numa mesa de bar...”
Papo vai, papo vem, Vic subitamente lembrou de uma historia a qual ela nunca tinha nos contado. E senta que la vem a historia.
Diz ela que quando começou a procura por seu primeiro emprego, a oferta que apareceu foi de “promotora de vendas”. Naquela época, uma profissão séria.
Em suma, a proposta era: Trabalhar num evento para um grande cervejaria. Mais propriamente de recepcionista do tal evento. Até aí nada de anormal...
Chegando no local indicado, Vic foi informada que deveria dirigir-se até o banheiro para pegar seu uniforme.
Lá chegando: Surpresa: O uniforme era a “roupa” da mulher maravilha. Pense: Roupa, botas, cinturão....
Ela tinha duas opções: Ou encarava os superpoderes, ou desistia. Porém, em desistir havia um problema: O “salário” e os vales transportes só seriam pagos ao final da jornada de trabalho, ou seja: se não encarasse a heronia, teria de ficar ate o final do evento sabe-se lá fazendo o que num local distante de qualquer traço de civilização.
E assim com dignidade, Vic cumpriu seu papel: Mulher maravilha ativar!! Encarou tão bem o papel que foi convidada para ao final do evento, levar um troféu para alguns representantes.
Vic é assim: Desde cedo encarando com naturalidade, um jeito próprio, exótico e maravilhoso de ser.
Então tá.

sábado, 24 de abril de 2010

Manu e a escolha da cor - em Contos da Liga


E eu que achei que Manuella daria trégua no final de semana ao menos, mas não.
Manuella é incansável, sobretudo quando o assunto é reforma. 
Depois de causar tumulto do ramo da construção civil a procura de mestre de obras dispostos a aguentá-la trabalhar para ela, foi a vez de voltar a saga da pintura.
O pintor coitado, depois de fazer papel até de terapeuta tentando acalmar a cliente, decidiu não atender mais às suas ligações. Sim, ela ligava pra ele a cada nova tonalidade descoberta.
Dizem que ele prefere o desemprego, a assumir a empreitada. Temeu por sua sanidade, certamente.
Manú, já com o pintor contratado e ainda não decidida sobre a escolha da cor, tirou o sábado para tentar (eu disse TENTAR se decidir. 
Entretanto,acabo de receber a noticia de que hoje ela infernizou alguns vendedores das lojas de material de construção na busca da cor que ela quer.
Tudo dentro da normalidade, se ela ao menos soubesse qual  é a cor que ela quer.
Dentre todas as opções pesquisadas com afinco durante a semana, Leticia (suplicando por um socorro à amiga) acaba de me noticiar que Manu pegou uma amostrinha de uma cor LINDA: Verdinho Abacate.
(Pausa dramática para o Verdinho Abacate).
Quando eu pensava que o Pêssego, o Telha, e o Rosa Antigo eram o pior que ela podia optar, ela me apresenta o Verdinho abacate. Nada em absoluto contra o verde, mas tudo, definitivamente TUDO contra os “inhos” em todas as suas derivações.
Amarelinho, Verdinho, Azulzinho, Roxinho...NÃOOOOOOOOOOOOO
Começo a achar que sua carreira no Lar Doce Lar pode ser sumariamente prejudicada com esta escolha.
Me resta ainda um fio de esperança, já que ela ainda não ousou pintar a casa com esta aberração da cartela de cores. Por enquanto foi só uma amostra, mas o interesse me assusta, e põe em cheque uma das mais fortes características da Liga: Moda, Beleza e Comportamento.
Fica então meu apelo Manu... pensa com carinho. Como uma mulher bem sucedida, bonita, inteligente pode querer pintar a casa com algo que se denomine INHO!
Então tá!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Reforma de Manuella - em: Contos da Liga



Manuella, que não é a deputada, pois se fosse estaria em Brasília morando num duplex pago pelos contribuintes, continua “causando” por aqui.
Manuella não tem dois “ L”s por acaso, é para complicar mesmo. E por implicância também, já que Victória (outra integrante da liga), fashionista antenada em tudo que há de IN no mundo, abomina nomes com dois “L”s, “Y”s e demais variações que internacionalizem a graça da pessoa. Tem meu apoio incondicional claro, que acho sempre que menos é mais.
O erro de Victória foi ter dito a Manuella que é uma aberração Manuella com dois “L”s... pronto. Bastou para antes de escolher o nome de seus filhos que um dia virão, Manu já ter definido que terão dois “L”s, e não se discute mais.
Enquanto não dá a luz a seus filhos “Gêmeos” – sim, ela já decidiu isso e o universo que não ouse em retrucar -, nem encontra seu príncipe encantado (oh que falta nos faz o príncipe nessa fase), Manu arregaçou as mangas e está agora na fase de sua vida que chamarei de: Reformando a Casa.
E ela resolveu começar pela escolha da Cor da casa.
Pessoas normais já têm em mente a cor que desejam pintar sua casa. Pessoas normais, não Manuella.
Num espaço de tempo de 6 horas, ela mudou algumas vezes de opinião, passando por todas as variações de Verde, Vermelho, Gelo, Bege, Cinza, Marrom, Branco (sim, ninguém duvide que ela encontrou variações de Branco).
Mas se engraçou também pelo amarelo, o rosa, simpatizou com o azul, e deu uma olhadela no lilás.
Quando ela se auto declarou decidida pelo vermelho, eu e Letícia suspiramos aliviadas e exauridas. Durante as 6horas citadas, demos as mais variadas opiniões, embasadas em tudo que nossa vã filosofia permitia.. Apelamos para a colorimetria, feng shue, tendências arquitetônicas, revista casa Claudia. Manu discordou de todas. Ora porque a cor sugerida não combinada com as janelas, ora porque não combinava com o muro. Ora porque a cor era muito clarinha e sujaria com facilidade. Ora porque era muito escura e chamaria muito a atenção.
Já rola na web um boato de que os simuladores de cores dos Sites Suvinil, Coral e outras entrarão em colapso em breve tamanho números de possibilidades que Manu testou.
Especialistas já pensam em contratá-la para criar cores jamais vista nas paletas oficiais.
Ainda teremos muitos episódios de reforma pela frente.
Nos consola pensar que Marcelo Rosenbaun terá grande interesse pelo currículo de Manu, e ela quem sabe, pode ser em breve vista aos sábados enlouquecendo prestando consultoria para o Lar Doce Lar.
Mas antes disso, ela precisa pintar a casa. E Deus nos ajude que seja breve.

Então tá!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Contos da Liga...



Eu tenho a sorte de trabalhar num lugar em que fiz grandes amigos. Especialmente no setor em que trabalho, estão as mais próximas.
Além de serem as pessoas mais engraçadas e inspiradoras do universo, a gente se ajuda, se apóia, segura a onda uma da outra e por incrível que pareça: rala pra cacete.
Nós damos incontáveis gargalhadas juntas, e vamos às lágrimas com a mesma facilidade.
Rimos de nós, por nós, dos outros, pelos outros... Choramos compulsivamente..por nós, pelos outros e pela vida.
E em tempos que outrora foram bastante difíceis, esta sinergia serviu para que a sanidade se mantivesse, e juntas procurássemos o equilíbrio necessário para não desistir.
E isto posto, prova que a dificuldade aproxima as pessoas, porque a fragilidade do outro comove. A alegria do outro contagia. E o esforço do outro inspira.
Ao todo, somos 5. Mas no momento, estamos com duas “baixas” na corporação. Uma integrante de férias e outra com catapora. Isso lá é coisa que se pegue na vida adulta?
Ela jura que somatizou a doença por chamarmos ela o tempo todo de Bebê. Bobagem!
Hoje vou falar de uma dessas personagens, à qual darei o nome fictício de Manuella.
Manú, para ficar mais íntimo.
A Manu está em vias de comprar uma casa. Corre daqui, corre dali, e o financiamento da caixa acabando com as forças da coitada. Afinal, quem agüenta 9 meses de vai e vem de papelada, regularização, taxa, protocolo, certidões e todas estes pormenores desagradáveis que só quem passa é que sabe a via sacra que é.
Eis que finalmente, depois de 9 meses de gestação peregrinação, faltava APENAS a avaliação do engenheiro.  Como boa virginiana, metódica, doida, psicótica e neurótica que é, Manú já estava pensando no fatídico momento do “encontro” com o engenheiro.
Ela já planejava tudo: O vestido, o penteado, o perfume em doses expressivas, o charme do olhar, tudo em prol de que o moço olhasse e pronto: Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...
Hoje, 16h00 da tarde Manu atende o celular afoita, e passa fazer na minha direção aqueles sinais característicos que só as mulheres entendem. Mas eu percebi que os olhos dela passaram a se arregalar demais enquanto eu desesperada perguntava aos sussurros:
- É o engenheiro???
E ela fazia sinal de mais ou menos com a mão... Enquanto eu e a outra integrante da liga tentávamos traduzir o que seria “Mais ou Menos um engenheiro” Manú se resumia a sons de “Aham, aham...” para em seguida desligar , e com a voz mais brochante do mundo dizer:
Gurias: é uma engenheirA!
Riso controlado com muito esforço, conseguimos fazer piada e dizer pra ela que talvez fosse uma experiência interessante para quem está lançada ao mercado e pode ter as mais variadas cotações, e portanto proveniente dos mais variados investidores(as)...
E aí Manu? Vai encarar?
Meninas: Desmascaramos o Fantástico: A Liga das Mulheres foi inspirada em nós!
Então tá!